Crise no STF amplia tensão entre os Poderes e entra de vez no debate eleitoral
O Supremo Tribunal Federal atravessa um dos momentos de maior desgaste institucional dos últimos anos. A crise deixou de estar concentrada em decisões judiciais e passou a envolver divergências entre ministros, questionamentos sobre a atuação da Polícia Federal, disputas internas na própria Corte e novos atritos com o Congresso Nacional. O embate envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, a investigação relacionada ao Banco Master e as divergências sobre os limites de atuação de ministros do Supremo elevaram a pressão sobre o presidente da Corte, Edson Fachin, que passou a ser colocado no centro da tentativa de reorganização institucional do tribunal. No Congresso, o ambiente também se tornou mais hostil ao Supremo. Parlamentares da oposição voltaram a defender o impeachment de ministros, enquanto o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reconheceu a dimensão incomum do cenário ao mencionar a existência de 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF.